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Bola rebola enrola
dança magrela ela
pequena semente crescente

amada já tanto
na ideia no mistério

cresce sem pressa
no mundo seu
que  o nosso te espia

ansioso


Virar e Revirar o ano (novo!)

Quis escrever sobre a tortice desenfreada do mundo, mas ao invés de começar o ano reclamando, vou pensar com o pé direito.  Muitas coisas não se encaixam mais, mas há algumas que ainda me fazem acreditar ser possível.

Roncamos na comodidade da tecnologia, no avanço da medicina, na bandidagem dos políticos, na violência, no abandono de menores, (ops, eu disse que não ia falar mal do mundo…), …

Ainda assim alguns, poucos alguns, ainda acreditam em coisas. E não estou falando de Papai Noel, ou de Deus. Estou falando de ideias, de lutar (sem o pré-conceito da palavra que sobrou pós ditadura) por ideais.

E não falo de lutas com bandeiras e passeatas, falo de conversa e debate de ideias reais (não que as bandeiras e as passeatas sejam virtuais, mas às vezes não conseguem atingir ninguém). De acreditar que faz algum sentido mostrar às gerações mais velhas, ou mais novas, ou contemporâneas, coisas esquecidas, coisas deixadas de lado qual antigos álbuns de fotografia, coisas que parecem lenda, folclore.

Não há mais valor em defender qualquer ideia. Se você defende o vegetarianismo você é um natureba chato que come mato; se você defende os alunos da USP na sua greve é porque você é maconheiro; se você defende os peixes de barba branca do mar morto é porque você é um merda. Não há interesse em saber. Em discutir. Em entender. Estão todos cheios de informação, mas sem nenhuma sabedoria. Não entendem do que falam, acreditam no que ouvem, no que todos fazem, acreditam nos médicos como se fossem deuses e entregam suas vidas nuas de olhos fechados.

Infelizmente não sei calar. Se alguém diz algo que fere meus ideais, eu discuto. Muitas vezes ganho informações que não tinha, cresço em meu saber, seja ele para fortalecer o que já acreditava ou considerar coisas  que não havia pensado antes. Mas quem mais faz isso? Quem mais está disposto?

É difícil encontrar pessoas dispostas a aprender, escutar, argumentar. Pessoas que não estão roncando na escuridão do mundo altamente informatizado e tecnológico. Mas, o intuito, novamente, não era falar do que não há. Ainda há gente disposta, gente que não se rendeu, gente que pensa com a sua própria cabeça, que ao invés de acreditar na informação,: reúne ela, digeri e conclui com suas próprias sinapses.

Desejo para 2012 a vontade de saber e de brigar com o mundo. Seja por um parto natural, seja pela saída do reitor da usp, seja pelo (poli)amor, seja pelo corte de cabelo, seja pela legalização da maconha ou do aborto! Lute e arranque os preconceitos enraizados nessa ação. Arranque a inércia do não se mexer! Dispa-se de seus grandes saberes para reencontrá-los mais fortes ou desaparecidos.

Ou não faça nada. E tudo continuará como está.

 

Com amor (sim, com amor)
Tati e Lucas!

Sono

As horas, e todas as outras micro/diversasformas possíveis de contar o tempo, o meu tempo, estão preenchidas de son(h)o. Muito sono, um sono daqueles de adormecer em qualquer ombro/almofada/fom/metrô/… sono sonho sono sono!

muito sono. posso voltar a dormir?

 

Neve

05/10/2011 – Macanudo

 

Primavera

A primavera é a estação dos risos etc. etc. Mal treme a brisa e mal palpita o lago. Mas de que brisa me hablas, Casemiro? É vento e é chuva – é isto!
Ah, pelo que vocês dizem e pelo que se vê, a primavera é apenas uma licença poética….

Mario Quintana - Porta Giratória 

Foto Anna Kuhl - Efeitos pixrl-o-matic

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